{"id":32978,"date":"2022-11-04T08:00:26","date_gmt":"2022-11-04T11:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/?p=32978"},"modified":"2025-06-27T14:41:44","modified_gmt":"2025-06-27T17:41:44","slug":"desafios-reforma-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/desafios-reforma-ensino-medio\/","title":{"rendered":"Desafios da reforma do Ensino M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"\t\t
(Por Pedro Henrique Ramos, Dr.)<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Desafio! Esta \u00e9 a palavra de ordem para a nova reforma do ensino m\u00e9dio<\/strong>, que entrou em vigor em 2022. As escolas desse n\u00edvel de ensino tiveram 4 anos para discutir, planejar e implementar<\/strong> essa nova reforma. Infelizmente, devido \u00e0 nossa cultura de deixar tudo para a \u00faltima hora e devido \u00e0 pandemia nos \u00faltimos dois anos, \u00e9 poss\u00edvel que muitas institui\u00e7\u00f5es tenham definido seus modelos apenas no \u00faltimo momento.<\/p> Uma pena realmente, pois, para que uma reforma educacional<\/strong> obtenha sucesso e se transforme em uma base para 10, 20 anos de uma pol\u00edtica educacional, seria necess\u00e1rio que as institui\u00e7\u00f5es tivessem discutido em profundidade<\/strong> o esp\u00edrito da reforma a partir dos desafios do ensino m\u00e9dio no Brasil. Por\u00e9m, sabemos que os custos de reuni\u00f5es s\u00e3o elevados.<\/p> \u00c0s vezes, n\u00e3o dispomos de uma equipe capaz de fazer discuss\u00f5es produtivas e capaz de propor as ideias apropriadas<\/strong>. Em algumas vezes, s\u00e3o as mantenedoras que definem suas pol\u00edticas educacionais<\/a> sem, contudo, ouvir suas mantidas.<\/p> Al\u00e9m desses desafios de ordem pr\u00e1tica, faremos uma provoca\u00e7\u00e3o que o tema permite: quantos alunos foram ouvidos pelas escolas para a elabora\u00e7\u00e3o do novo ensino m\u00e9dio? Quantos alunos contribu\u00edram para a elabora\u00e7\u00e3o do Projeto de Vida<\/strong> ofertado pelas escolas?<\/p> Os alunos poder\u00e3o realmente escolher os itiner\u00e1rios formativos ou fizemos apenas uma maquiagem curricular? Qual margem de escolha conseguimos garantir aos jovens neste novo desenho curricular? Ora, como \u00e9 poss\u00edvel propor uma mudan\u00e7a curricular<\/strong> para um segmento sem, ao menos, ouvir e entender os anseios e desejos desses jovens que viver\u00e3o, na pr\u00e1tica, todas essas mudan\u00e7as<\/a>?<\/p> Uma parte do que pretendemos, neste artigo, \u00a0\u00e9 demonstrar a import\u00e2ncia de termos uma postura mais cr\u00edtica e exigente<\/strong> diante de uma reforma t\u00e3o necess\u00e1ria e aguardada. Al\u00e9m disso, chamo a aten\u00e7\u00e3o do leitor para a import\u00e2ncia de criarmos mais canais de di\u00e1logo<\/strong> com a atual juventude.<\/p> Os jovens de hoje s\u00e3o bem diferentes das nossas gera\u00e7\u00f5es. Isso implica afirmar que, se j\u00e1 existia um desafio para implementar uma reforma, talvez a tarefa mais complexa seja, exatamente, propor uma reforma com a \u201ccara\u201d e as demandas dos jovens. Al\u00e9m disso, essa reforma precisa estar alinhada \u00e0s necessidades espec\u00edficas do s\u00e9culo XXI.<\/p> Portanto, tamb\u00e9m \u00a0pretendemos, neste artigo, elencar os principais desafios da reforma do ensino m\u00e9dio de modo que gestores, professores, alunos e fam\u00edlias<\/strong>, possam fazer uma reflex\u00e3o aprofundada acerca dos desafios que j\u00e1 existiam para esse n\u00edvel de ensino e que, agora, ficaram mais complexos, uma vez que foi inserido um novo elemento e que se traduz na reforma que entrou em vigor no in\u00edcio de 2022.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t A Lei 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, foi assinado pelo ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer, e pelo Ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Mendon\u00e7a Bezerra Filho, e definiu uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as para as escolas de ensino m\u00e9dio do Brasil.<\/p> Conforme determina a Lei, o ano de 2022 foi estabelecido como o limite para o in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o dessa reforma. A seguir, abordaremos criticamente os principais desafios da reforma, a partir da Exposi\u00e7\u00e3o de Motivos da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba746 de 2016[1]<\/a> e que foi convertida na Lei 13.415 de 2017 e que estabeleceu a atual reforma do ensino m\u00e9dio:<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Foto: Grupo de jovens<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t 1.O Legislador concentrou sua aten\u00e7\u00e3o na reorganiza\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos e na amplia\u00e7\u00e3o da jornada escolar<\/a>[2]<\/a>. Entretanto, se as institui\u00e7\u00f5es educacionais optaram apenas por uma reorganiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados curriculares, aumentando ou mantendo a jornada escolar<\/strong> como j\u00e1 estava, \u00e9 poss\u00edvel que essas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o consigam oferecer aos jovens essa t\u00e3o aguardada reforma.<\/p> Na realidade, a reforma pretende muito mais do que rearranjos curriculares e uma carga hor\u00e1ria elevada. At\u00e9 porque, reorganiza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo<\/strong> e aumento de carga hor\u00e1ria n\u00e3o asseguram a excel\u00eancia educacional<\/strong> e nem dialogam com as demandas do mundo atual. Assim, a reforma exige n\u00e3o uma mudan\u00e7a superficial mas, sim, uma reforma no campo das ideias dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o, dos alunos e das fam\u00edlias.<\/p> Portanto, esta \u00e9 uma reforma eminentemente interna. Aqui, um grande desafio: ser\u00e1 preciso vencer as for\u00e7as do comodismo e aquelas inseridas no campo das disputas curriculares<\/strong>. A implanta\u00e7\u00e3o de uma reforma envolve, necessariamente, uma mudan\u00e7a. Se isso n\u00e3o ocorrer por que uma reforma? Por outro lado, ser\u00e1 preciso superar as disputas por espa\u00e7o nos curr\u00edculos e que, muitas vezes, ocorrem de forma agressiva.<\/p> A reforma cumprir\u00e1 seus objetivos se as institui\u00e7\u00f5es idealizaram e gestaram modelos de ensino m\u00e9dio que sejam mais efetivos e \u00fateis aos milhares de jovens espalhados pelo Brasil<\/strong> e, principalmente, que tenham pensado em um ensino m\u00e9dio capaz de fazer frente aos desafios da na\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p> Quatro anos representa um tempo suficiente para propor, criticar e amadurecer<\/strong> qualquer proposta de reforma dentro de uma institui\u00e7\u00e3o. Portanto, as escolas de ensino m\u00e9dio tiveram tempo.<\/p> Entretanto, se n\u00e3o aproveitaram o tempo para gestar essa reforma, \u00e9 muito prov\u00e1vel que elas tenham dificuldades logo no primeiro ano de sua implanta\u00e7\u00e3o. E poder\u00e3o ter certeza de que os problemas s\u00f3 aumentar\u00e3o.<\/p> [1]<\/a> Fonte<\/strong>: Exposi\u00e7\u00e3o de Motivos da MP 746: http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2016\/Exm\/Exm-MP-746-16.pdf<\/a>. Acessado em 08 de janeiro de 2022, \u00e0s 9h.<\/p> [2]<\/a> At\u00e9 1.400h anuais. Fonte<\/strong>: http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/l13415.htm<\/a>. Acessado em 02 de fevereiro de 2022, \u00e0s 9h.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Graduado e bacharel em Geografia pela PUC-MG; Graduado em Pedagogia pela UFMG; Mestre em Curr\u00edculo pela PUC-MG e Doutor em Pol\u00edticas Educacionais pela PUC-Minas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\tDesafio!<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
Reforma do Ensino M\u00e9dio<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t[Continua]<\/em><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
Sobre o autor (Pedro Henrique da Silva Melga\u00e7o Ramos, Dr.):<\/em><\/h3>
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