{"id":31890,"date":"2022-04-20T10:04:24","date_gmt":"2022-04-20T13:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/?p=31890"},"modified":"2022-05-05T15:38:44","modified_gmt":"2022-05-05T18:38:44","slug":"administracao-bens-temporais-vida-consagrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/administracao-bens-temporais-vida-consagrada\/","title":{"rendered":"Administra\u00e7\u00e3o dos bens temporais nos Institutos de Vida Consagrada: um servi\u00e7o eclesial"},"content":{"rendered":"\n
(Por Ir. Simone Pereira de Araujo, FSJC, Dra.)<\/p>\n\n\n\n
O atual momento hist\u00f3rico chama a vida consagrada<\/strong> a avaliar-se ante uma difusa diminui\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es e uma cont\u00ednua crise<\/a> econ\u00f4mica. Tal situa\u00e7\u00e3o solicita a \u201cassumir com realismo, confian\u00e7a e esperan\u00e7a as novas responsabilidades a qual nos chama o cen\u00e1rio de um mundo necessitado de renova\u00e7\u00e3o cultural profunda e de redescoberta dos valores fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro melhor a partir de uma gest\u00e3o atenta e pontual do momento presente\u201d<\/em> (Caritas in Veritate, n. 21).<\/p>\n\n\n\n Crises nos obrigam a projetar novos caminhos<\/strong>, a impor-nos regras novas e encontrar novas formas de empenho<\/strong>, a apostar em experi\u00eancias positivas e rejeitar as negativas. Desta forma as crises tornam-se ocasi\u00e3o de discernimento e elabora\u00e7\u00e3o de um novo planejamento<\/a>. <\/p>\n\n\n\n Eis uma importante chave de leitura a ser realizada, com confian\u00e7a ao inv\u00e9s de resigna\u00e7\u00e3o, no enfrentamento das dificuldades<\/a> do momento atual.<\/p>\n\n\n\n Nesta perspectiva, as Institui\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas <\/strong>e, neste artigo, de um modo especial os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apost\u00f3lica <\/strong>s\u00e3o chamados a ser bons administradores <\/em>dos carismas recebidos do Esp\u00edrito tamb\u00e9m por meio da gest\u00e3o e da administra\u00e7\u00e3o dos bens.<\/a><\/p>\n\n\n\n Entre tantos conceitos que poder\u00edamos apresentar, vejamos simplesmente que \u201cadministrar\u201d <\/strong>significa praticar todos os atos necess\u00e1rios \u00e0 salvaguarda e ao uso correto dos bens temporais<\/strong> confiados ou adquiridos com o trabalho, a fim de realizar os fins para os quais foi constitu\u00edda uma institui\u00e7\u00e3o e, em se tratando de institui\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas, qualquer forma de lucro puro e simples deve ser evitado. O escr\u00fapulo e o rigor t\u00e9cnico, o sentido de responsabilidade e a clarivid\u00eancia devem ser acompanhados da confian\u00e7a na provid\u00eancia divina, com um esp\u00edrito aberto \u00e0s necessidades humanas.<\/p>\n\n\n\n A administra\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio eclesi\u00e1stico<\/a> n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que deve ser enfrentada apenas por profissionais t\u00e9cnicos, mas diz respeito \u00e0 vida de um Instituto em todos os seus setores (apostolado, espiritualidade, forma\u00e7\u00e3o…) e, inseparavelmente, de todos os seus membros. <\/p>\n\n\n\n Peculiar \u00e9 o papel dos superiores e dos ec\u00f4nomos<\/strong>, chamados a trabalhar juntos, segundo as normas do Direito Universal e Pr\u00f3prio<\/strong>, no respeito ao papel e \u00e0s compet\u00eancias de cada um. Tanto os superiores quanto os ec\u00f4nomos t\u00eam certo poder de governan\u00e7a<\/a> sobre os indiv\u00edduos pelos quais t\u00eam responsabilidade, embora em n\u00edveis diferentes e com fun\u00e7\u00f5es e papeis diferentes. <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Os superiores<\/strong>, em particular, governam as pessoas; os ec\u00f4nomos<\/strong>, os bens materiais; no entanto, superiores tamb\u00e9m t\u00eam responsabilidade na economia e os ec\u00f4nomos operam sob a dire\u00e7\u00e3o dos mesmos.<\/p>\n\n\n\n Uma vez que a economia est\u00e1 a servi\u00e7o das pessoas<\/a>, \u00e9 necess\u00e1ria uma rela\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o e subordina\u00e7\u00e3o entre superiores e ec\u00f4nomos, para que os mesmos fins sejam perseguidos em uma rela\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0s pessoas e \u00e0 miss\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o \u00e0 qual pertencem.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n O C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico<\/strong>, lei fundamental que rege os atos jur\u00eddicos da Igreja Cat\u00f3lica (Os c\u00e2nones utilizados neste artigo se referem somente ao C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico em vigor na Igreja Latina e promulgado em 1983<\/em>), dedica poucos c\u00e2nones para tratar dos bens temporais dos Institutos religiosos: cann. 634-640. <\/p>\n\n\n\nAdministrar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
\n\n\n\n
\n\n\n\nA administra\u00e7\u00e3o dos bens temporais dos Institutos de Vida Consagrada segundo o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n