{"id":31508,"date":"2022-02-11T08:02:23","date_gmt":"2022-02-11T11:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/?p=31508"},"modified":"2023-02-02T16:18:57","modified_gmt":"2023-02-02T19:18:57","slug":"congrua-esportulas-gastos-entes-eclesiasticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/congrua-esportulas-gastos-entes-eclesiasticos\/","title":{"rendered":"C\u00f4ngrua, Esp\u00f3rtulas e gastos dos entes eclesi\u00e1sticos"},"content":{"rendered":"\t\t
<\/p>\n
(Por Namilton Coelho, Me)<\/em><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Este artigo “C\u00f4ngrua, Esp\u00f3rtulas e gastos com membros dos entes eclesi\u00e1sticos \u2013 principais aspectos tribut\u00e1rios na legisla\u00e7\u00e3o brasileira”<\/strong> tem como objetivo abordar alguns dos principais aspectos, do ponto de vista de tributa\u00e7\u00e3o no Brasil, dos valores recebidos por sacerdote ou religioso(a), especialmente enquanto membros de Arquidioceses, Dioceses <\/strong>ou Institutos de Vida Consagrada \/ Sociedades de Vida Apost\u00f3lica<\/strong> vinculados \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Nessa abordagem, busca-se estabelecer uma fundamenta\u00e7\u00e3o, do ponto de vista can\u00f4nico<\/strong>, e o reflexo fiscal (imposto de renda e previd\u00eancia<\/a> social) atualmente previsto na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Inicialmente, cabe destacar que, no C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico (CDC)<\/strong>, \u00e9 previsto que o ente eclesi\u00e1stico deve cuidar do conveniente sustento do clero e dos demais ministros[1]<\/a>, destacando esse como um dos fins pr\u00f3prios dos bens da Igreja. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n O CDC, assim como outros diversos documentos da Igreja Cat\u00f3lica<\/strong>, \u00e9 expressamente cauteloso em orientar que os seus membros levem vida simples e se abstenham de tudo o que denote vaidade.[2]<\/a> <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Nessa mesma linha, deve-se ter o cuidado com esses gastos na Igreja, cujos recursos s\u00e3o originariamente da caridade de seus fi\u00e9is, ou mesmo resultante da gest\u00e3o de seu patrim\u00f4nio<\/a>, pontuando, o CDC, que seja observado o honesto sustento[3]<\/a> e assist\u00eancia social[4]<\/a><\/strong> a seus ministros.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n De forma ainda mais espec\u00edfica, o CDC[5]<\/a> tamb\u00e9m orienta que os cl\u00e9rigos, quando se dedicam ao minist\u00e9rio eclesi\u00e1stico, merecem uma remunera\u00e7\u00e3o condizente<\/strong> com sua condi\u00e7\u00e3o, levando-se em conta, seja a natureza do pr\u00f3prio of\u00edcio, sejam as condi\u00e7\u00f5es de lugar e tempo, de modo que com ela possam prover as necessidades de sua vida. Complementarmente, deve-se garantir que gozem de previd\u00eancia social, que atenda convenientemente \u00e0s suas necessidades, em caso de enfermidade, invalidez ou velhice<\/strong>.[6]<\/a><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n A t\u00edtulo de exemplo de valores poss\u00edveis de serem repassados a membros da Igreja, cita-se as esp\u00f3rtulas<\/strong>[7]<\/a> que, segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra<\/strong> a missa \u00e9 permitido receber a esp\u00f3rtula oferecida para que ele aplique a missa segundo determinada inten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n O pr\u00f3prio CDC[8]<\/a> tamb\u00e9m estabelece limites ao recebimento de Esp\u00f3rtulas, definindo que a ningu\u00e9m \u00e9 l\u00edcito receber, para aplicar pessoalmente, tantas esp\u00f3rtulas de missas que n\u00e3o possa satisfazer dentro de um ano, ressaltando[9]<\/a> que quem ilegitimamente aufere lucro de esp\u00f3rtulas de missas seja punido com censura ou outra justa pena.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Convalidando a aplica\u00e7\u00e3o e observ\u00e2ncia, no Brasil, das normas can\u00f4nicas da Igreja Cat\u00f3lica, temos como um dos mais recentes e importantes marcos legais, do ponto de vista civil, o Decreto[10]<\/a> que promulgou o Acordo entre o Governo da Rep\u00fablica Federativa do Brasil e a Santa S\u00e9<\/strong>, relativo ao Estatuto Jur\u00eddico da Igreja Cat\u00f3lica no Brasil, firmado na Cidade do Vaticano, em 13\/11\/2008. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Por meio desse Acordo<\/b>, a Rep\u00fablica Federativa do Brasil reafirma a personalidade jur\u00eddica<\/a> da Igreja Cat\u00f3lica e de todas as Institui\u00e7\u00f5es Eclesi\u00e1sticas que possuem tal personalidade em conformidade com o direito can\u00f4nico, desde que n\u00e3o contrariem o sistema constitucional e as leis brasileiras. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Portanto, como princ\u00edpio basilar, o Acordo expressamente reconhece como v\u00e1lido todo o regramento aprovado pelas respectivas autoridades eclesi\u00e1sticas da Igreja Cat\u00f3lica. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Ainda, esse documento garante que a Igreja Cat\u00f3lica<\/strong> pode livremente criar, modificar ou extinguir todas as suas Institui\u00e7\u00f5es Eclesi\u00e1sticas, sendo que a personalidade jur\u00eddica dessas Institui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 reconhecida pelo Brasil mediante a inscri\u00e7\u00e3o no respectivo registro do ato de cria\u00e7\u00e3o, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, vedado ao poder p\u00fablico negar-lhes reconhecimento ou registro do ato de cria\u00e7\u00e3o, devendo tamb\u00e9m ser averbadas todas as altera\u00e7\u00f5es por que passar o ato.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Tratando das rela\u00e7\u00f5es entre os membros da Igreja Cat\u00f3lica, o citado Acordo[11]<\/a> prev\u00ea que o v\u00ednculo entre os ministros ordenados ou fi\u00e9is consagrados mediante votos e as Dioceses ou Institutos Religiosos e equiparados \u00e9 de car\u00e1ter religioso<\/strong>. <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Dessa forma, observado o disposto na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira<\/strong>, n\u00e3o gera, por si mesmo, v\u00ednculo empregat\u00edcio, a n\u00e3o ser que seja provado o desvirtuamento da institui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [1]<\/a> C\u00e2n. 1254, \u00a7 2 – Seus principais fins pr\u00f3prios s\u00e3o: organizar o culto divino, cuidar do conveniente sustento do clero e dos demais ministros, praticar obras de sagrado apostolado e de caridade, principalmente em favor dos pobres.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [2]<\/a> C\u00e2n. 282, \u00a7 1.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [3]<\/a> C\u00e2n. 222, \u00a7 1<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [4]<\/a> C\u00e2n. 384.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [5]<\/a> C\u00e2n. 281, \u00a7 1.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [6]<\/a> C\u00e2n. 281, \u00a7 2 ; C\u00e2n. 1274, \u00a7 1.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [7]<\/a> C\u00e2n. 945, \u00a7 1.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [8]<\/a> C\u00e2n. 953.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [9]<\/a> C\u00e2n. 1385.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [10]<\/a> Decreto n\u00ba 7.107\/2010.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n [11]<\/a> Decreto n\u00ba 7.107\/2010, art. 16.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Mestre em Administra\u00e7\u00e3o; P\u00f3s-Graduado em: Auditoria Externa; Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Marketing; MBA em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica; Graduado em Ci\u00eancias Cont\u00e1beis. Professor do Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Eclesial do Instituto Santo Tom\u00e1s de Aquino. Consultor m\u00e1ster do Axis Instituto.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Leia o artigo na \u00edntegra<\/strong><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\nPrincipais aspectos tribut\u00e1rios na legisla\u00e7\u00e3o brasileira<\/h2>\n
Direito Can\u00f4nico \u2013 Previs\u00e3o de Sustento do Clero e demais Ministros<\/strong><\/h2>\n

Normas can\u00f4nicas<\/h3>\n
[Continua]<\/i><\/strong><\/h4>
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\nSobre o autor (Namilton Coelho, Me):<\/em><\/strong><\/h4>\n
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