{"id":28742,"date":"2016-09-30T08:44:46","date_gmt":"2016-09-30T11:44:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.axisinstituto.com.br\/?p=28742"},"modified":"2022-01-18T15:52:09","modified_gmt":"2022-01-18T18:52:09","slug":"gestao-hospedagens-confessionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.axisinstituto.com.br\/blog\/gestao-hospedagens-confessionais\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da Gest\u00e3o profissional nos meios de hospedagem confessionais"},"content":{"rendered":"\n
(Por:<\/strong> Edgard Alves Rodrigues Junior)<\/p>\n\n\n\n Na antiguidade, a ideia de que a hospitalidade<\/strong> seria uma obriga\u00e7\u00e3o religiosa e que sua pr\u00e1tica permitiria o acesso \u00e0 divindade era difundida nas sociedades. Assim, com o intuito de ganhar as boas gra\u00e7as com a divindade a humanidade prosseguia promovendo a intera\u00e7\u00e3o social e construindo parte essencial do tecido cultural. <\/p>\n\n\n\n Da mitologia greco-romana as religi\u00f5es atuais a divulga\u00e7\u00e3o da teoxenia<\/em>[1] se faz presente como forma de refor\u00e7ar a estabilidade social e a seguran\u00e7a. A hospitalidade encontra na religiosidade uma de suas dimens\u00f5es j\u00e1 que pratic\u00e1-la \u00e9 abandonar o campo dos mortais e ter acesso ao divino.<\/p>\n\n\n\n Atualmente, de maneira simplista, entende-se hospitalidade como a oferta de alimentos e bebidas<\/strong> e, ocasionalmente, acomoda\u00e7\u00e3o para pessoas<\/strong> que n\u00e3o s\u00e3o membros regulares da casa, ou seja, o simples acolhimento que dispensamos \u00e0 outra pessoa em nossa casa.<\/p>\n\n\n\n Quando uma casa religiosa<\/strong> passa a satisfazer a necessidade de abrigo, acomoda\u00e7\u00e3o, fornecer alimentos e bebidas e uma s\u00e9rie de programa\u00e7\u00f5es religiosas aos acolhidos em troca de pagamento, conclui-se que esta casa, tamb\u00e9m denominada meio de hospedagem confessional<\/strong>, pertence a um conglomerado de organiza\u00e7\u00f5es que constituem o mercado da hospitalidade comercial. <\/p>\n\n\n\n Desta forma, al\u00e9m de proporcionar alimento e abrigo, o mercado da hospitalidade, atrav\u00e9s da hospitalidade comercial, dentro de um universo muito mais abrangente, envolve um amplo conjunto de estruturas, servi\u00e7os e atitudes que, intrinsicamente relacionados, procuram proporcionar o bem estar aos seus clientes. <\/p>\n\n\n\n Na maioria dos casos, o bem estar dos clientes est\u00e1 relacionado \u00e0 provis\u00e3o de conforto psicol\u00f3gico e fisiol\u00f3gico<\/strong> esperado dentro dos n\u00edveis definidos de servi\u00e7os. A demanda do mercado da hospitalidade<\/a> espera que ao pagar pelos servi\u00e7os oferecidos ela esteja segura e f\u00edsica e psicologicamente confort\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n Como as organiza\u00e7\u00f5es que fazem parte do mercado da hospitalidade<\/a> t\u00eam finalidades de aferir resultados positivos e suas exist\u00eancias est\u00e3o diretamente relacionadas aos consumidores, cabe ressaltar que este mercado \u00e9 movido pela demanda<\/strong> e, para seu perfeito funcionamento, \u00e9 necess\u00e1rio que seu provedor \u2013 o anfitri\u00e3o \u2013 esteja apto a responder as necessidades e desejos dos clientes. Sendo assim, o mercado da hospitalidade deve ser orientado de fora para dentro, direcionando todos os esfor\u00e7os para satisfazer as necessidades e desejos de seus clientes.<\/p>\n\n\n\n Percebe-se ent\u00e3o que a hospitalidade comercial presente neste mercado \u00e9 parte de um servi\u00e7o que vai al\u00e9m do simples ato de fornecer abrigo e alimento e, sendo remunerado, \u00e9 importante que tenha car\u00e1ter profissional. Em se tratando de um mercado que inclui em seus objetivos captar recursos financeiros<\/strong> para financiar uma s\u00e9rie de obras e atividades sociais e disposto a \u2018vender\u2019 hospitalidade dentro de um padr\u00e3o de qualidade e compet\u00eancia, este \u00e9 um aspecto que n\u00e3o pode ser negligenciado pelos meios de hospedagem confessionais, pois \u00e9 o consumidor deste tipo de hospitalidade que toma as pr\u00f3prias decis\u00f5es sobre onde ficar, por quanto tempo e qual alimento vai comer, qual bebida gostaria de apreciar ou qual programa\u00e7\u00e3o religiosa \u00e9 mais adequada ao seu momento.<\/p>\n\n\n\n Desta forma, o anfitri\u00e3o se encontra ref\u00e9m do desejo de suprir, com exatid\u00e3o, a quantidade de hospitalidade que assegurar\u00e1 a satisfa\u00e7\u00e3o do cliente, bem como, o desejo de limitar o n\u00famero de reclama\u00e7\u00f5es e ter este cliente acolhido em outras oportunidades, tornando-o fiel, bem como, t\u00ea-lo como um divulgador gratuito do empreendimento utilizado.<\/p>\n\n\n\n Como fen\u00f4meno profissional, pode-se afirmar que h\u00e1 uma hospitalidade concebida, organizada, capacitada, planejada, \u00e0 qual teoricamente se contrap\u00f5e a uma hospitalidade \u2018largada\u2019, com atendimento amador e servi\u00e7os de baixa qualidade, conforme se presencia em determinadas casas de encontros religiosos que n\u00e3o compreendem os benef\u00edcios e a import\u00e2ncia deste mercado e da profissionaliza\u00e7\u00e3o de seus colaboradores. <\/p>\n\n\n\n As in\u00fameras combina\u00e7\u00f5es que podem ser realizadas quando se agrega a esses compostos outros valores, capazes de satisfazer a demanda, leva a acreditar que existam vari\u00e1veis ainda a serem consideradas no entendimento do conceito da hospitalidade neste mercado, como por exemplo, o ambiente onde se desenvolvem as suas rela\u00e7\u00f5es. <\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n Destaca-se que associar sucesso ao empreendedorismo comercial fez com que os religiosos se mantivessem distantes dos neg\u00f3cios por entender que o lucro atentava contra a vida espiritual. Assim, durante algum tempo, suas a\u00e7\u00f5es eram centradas no meio educacional, catequ\u00e9tico, social e nos cuidados com a sa\u00fade dos enfermos. Hoje, alguns meios de hospedagem confessionais<\/strong> idealizados ou conduzidos com criatividade, determina\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, capacidade de correr riscos<\/strong> t\u00eam se destacado no mercado e com resultados satisfat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n Desta forma, para seguir a prerrogativa de que servir o pr\u00f3ximo tamb\u00e9m \u00e9 servir a Deus na sua forma mais simples, convido os gestores dos meios de hospedagem confessionais as seguintes reflex\u00f5es: gerimos corretamente os nossos custos e chegamos a oferecer pre\u00e7os justos e competitivos? Comunicamo-nos de maneira variada e permanente com o mercado consumidor? Compreendemos verdadeiramente as necessidades e desejos dos nossos clientes? Oferecemos ambientes limpos e confort\u00e1veis? Nossa alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 saborosa, farta e variada? Somos facilmente localizados por aqueles que nos procuram? <\/p>\n\n\n\n Nossa equipe de trabalho \u00e9 capacitada continuamente? Enquanto um meio de hospedagem confessional, estamos certos de que nossos clientes e h\u00f3spedes s\u00e3o a raz\u00e3o da nossa exist\u00eancia? Se n\u00e3o respondemos positivamente a todas estas quest\u00f5es e se desejamos continuar recebendo nossos h\u00f3spedes como o Cristo, precisamos de ajuda, seja atrav\u00e9s de uma forma\u00e7\u00e3o profissional, seja atrav\u00e9s de uma consultoria especializada em gest\u00e3o de meios de hospedagem confessionais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n *Edgard Alves Rodrigues Junior <\/strong>\u00e9 <\/strong>consultor em Hospitalidade Religiosa do Axis Instituto; Administrador de Empresas e Gestor de Meios de Hospedagem Confessionais desde 2001; Mestre em Gest\u00e3o de Meios de Hospedagem Confessionais pela Universidade Anhembi Morumbi; P\u00f3s-Graduado em Administra\u00e7\u00e3o Hoteleira pela FGV (RJ) e SENAC (SP).<\/em><\/p>\n\n\n\n Foto: Pixabay<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" (Por: Edgard Alves Rodrigues Junior) Hospitalidade Na antiguidade, a ideia de que a hospitalidade seria uma obriga\u00e7\u00e3o religiosa e que […]<\/p>\nHospitalidade<\/h2>\n\n\n\n
Hospedagem confessional<\/h2>\n\n\n\n
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\n\n\n\n(Artigo publicado na Revista Par\u00f3quias<\/a>).<\/h4>\n\n\n\n
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